Quando a loja está apertada financeiramente e precisa melhorar rápido, a recomendação é começar pelo setor com margem alta, volume alto e implementação barata. Na transcrição, o caminho sugerido é claro: fortalecer o hortifruti para ganhar fôlego e levantar o resultado da loja.
Por onde começar: atitude e escolha do setor certo
A recomendação é iniciar pela “atitude”, focando no setor que combina alta margem com alto giro. Embora exista menção ao açougue, o exemplo detalhado e defendido como estratégia de recuperação é o hortifruti.
Estrutura simples e barata: não precisa gastar com banca
Um ponto importante é que dá para implementar com baixo custo, sem precisar “gastar dinheiro com uma banca”.
- Pallet usado: é citado como “muito barato” para compor a exposição.
- Juta/tecido rústico: pode ser usada para dar acabamento e estética mais “rústica”.
- Alternativa simples: até mesmo envolver com “saco de batata” para dar aparência rústica e funcional.
Por que o hortifruti ajuda quando a loja está apertada
O argumento central é o alto giro. A transcrição traz um exemplo prático: se a loja “mexer 5.000” em hortifruti, esse valor pode girar “em torno de 10 a 15 vezes” no mês. Isso significa que não é necessário empatar um grande capital para o setor rodar.
Além disso, há uma orientação direta para quem está “enrolado financeiramente”, “devendo boleto” e até “protestado”:
- Diminuir a mercearia
- Aumentar o hortifruti
A justificativa é que o hortifruti, por ter alto giro e alta margem, começa a dar fôlego e ajudar a “levantar a loja”.
E a perda no hortifruti? Como encarar
Existe perda, e isso precisa ser controlado. A transcrição cita referências e resultados:
- Ideal: perda “de 2 a 4 por cento”.
- Resultado citado: “a gente tem conseguido… com quatro por cento”.
- Cenário comum em alguns lugares: “8, 10, 12” de perda.
O ponto é que dá para trabalhar melhor com controle e acompanhamento: “tem que controlar”, “tem que tá olhando”, entender o que está sendo jogado fora e agir em cima disso.
Reaproveitamento e processados: margem e atratividade
A transcrição destaca que poucas lojas fazem hoje o reaproveitamento, mas isso pode ajudar tanto na perda quanto na margem.
Também há destaque para a preferência do cliente por produtos prontos e processados, como:
- Mix de folhagem pronto: já lavado e pronto para consumo (com uma “lavadinha” adicional).
- Couve cortada/picada: pronta para usar, por exemplo, na feijoada.
Sobre precificação de processados, é citado que é possível “pegar o custo do produto e jogar entre 250 350… por cento de marcar”, com a referência de “multiplicar por três vezes e meio” o custo do quilo.
Conclusão prática
Se a loja precisa reagir e está apertada financeiramente, a orientação da transcrição é objetiva: reduza mercearia e fortaleça o hortifruti para ganhar giro e margem. Faça isso com estrutura barata (pallet usado e acabamento simples), mantenha controle rigoroso de perdas e considere ampliar o trabalho com reaproveitamento e produtos processados (folhagens e itens prontos), onde a precificação pode ser mais agressiva conforme citado.