Promoção que vende é a que chega em todo mundo: como usar conteúdo e distribuição para lotar o supermercado

Promoção que vende é a que chega em todo mundo: como usar conteúdo e distribuição para lotar o supermercado

Tem supermercado torrando margem com promoção boa e, mesmo assim, não vê a loja encher. Na prática, o problema muitas vezes não é a oferta: é a oferta não chegar em gente suficiente, principalmente nos clientes que mais compram.

Quando a divulgação falha, você acaba vendendo barato para quem já iria entrar na loja. E aí a promoção vira custo, não vira volume.

O erro invisível: fazer “promoção excelente” que não aparece

Entre uma promoção ruim que todo mundo vê e uma promoção excelente que não chega em ninguém, costuma ganhar a primeira. Porque a maior parte do resultado vem da distribuição.

Se a oferta não é vista, não adianta nada. Você só reduz a margem e não cria fluxo novo.

Os 3 níveis de conteúdo que um supermercado precisa ter

Para a divulgação funcionar no dia a dia, pense em três níveis de conteúdo:

  • Conteúdo de atração: é o conteúdo “leve”, que chama atenção e faz a pessoa parar e te acompanhar.
  • Conteúdo de consciência (meio do caminho): faz o cliente lembrar que precisa comer melhor, variar frutas, entender um produto, descobrir diferença entre opções. É aqui que muitos pequenos deixam dinheiro na mesa.
  • Conteúdo de venda: é o encarte, a promoção do dia, o “vem comprar agora”.

O ponto que mais sinto falta é o conteúdo do meio. Os grandes fazem melhor. Os pequenos, muitas vezes, pulam direto para o encarte.

Conteúdo de meio que faz o cliente querer comprar (e melhora sua margem)

O cliente já sabe que tem que comer maçã, melancia, laranja. Mas ele não sabe, muitas vezes, por que deveria colocar outros itens no carrinho, qual o gosto, para que serve, qual a diferença entre tipos.

Quando você não educa, você obriga o cliente a pesquisar sozinho. Só que você é o vendedor do produto. Se tem item com margem que dá lucro, é você que tem que colocar esse produto na cabeça do cliente, de um jeito simples.

Um caminho prático é pegar um item e transformar em conteúdo rápido mostrando:

  • Benefícios (o que o item ajuda a resolver no dia a dia)
  • Diferenças entre tipos (por exemplo, polpa mais doce, menos ácida, etc.)
  • Diferença de preço (sem complicar)
  • Prova simples: experimentar e dizer o que achou de cada um, qual gostou mais

Isso pode ser feito em um vídeo curto ou aprofundado em um formato mais longo. O objetivo é: o cliente que está pesquisando sobre saúde (ou outro tema) encontrar seu conteúdo localmente e pensar: “é lá que tem esse produto”.

Humor dá número, mas não necessariamente compra

Muita gente foca em conteúdo de humor pensando no orgânico, porque dá engajamento e números maiores. Só que isso pode virar métrica de vaidade: aparece bonito, mas não gera desejo de compra e não empurra produto.

Se o objetivo é venda, o conteúdo precisa conduzir até a decisão de compra: primeiro despertar, depois criar consciência, e então ofertar.

Distribuição é o que transforma conteúdo em fluxo de loja

Tem situações em que o orgânico não entrega volume suficiente. Se você precisa garantir movimento (por exemplo, em um período específico), você precisa colocar a mensagem na frente de muita gente.

Um formato que funciona bem é criar antecipação: fazer as pessoas lembrarem que algo vai acontecer e que elas precisam ir ao mercado naquela data/semana. Não é só “postar por postar”; é manter o assunto vivo para ninguém esquecer.

O jeito mais comum de errar: ficar só no Instagram e esquecer o Facebook

O que vejo em muitos mercados é energia 100% no Instagram e zero Facebook. E ainda fazem o “turbinar” direto no Instagram, que entrega para quem está lá e não entrega no Facebook.

O problema: uma parte grande do público comprador de supermercado está no Facebook, especialmente o público mais velho. Essas pessoas ainda usam Facebook todos os dias, inclusive para procurar comércio local em grupos do bairro.

Quando você pensa em tráfego para venda (e não só em seguidores), você evita o pior cenário: seu melhor cliente não saber da oferta.

O que executar a partir de hoje na sua divulgação

  • Garanta que toda oferta importante seja vista: se ninguém vê, não existe.
  • Organize seu conteúdo nos 3 níveis: atração, consciência e venda.
  • Crie conteúdo de meio para educar sobre produtos (gosto, benefícios, diferenças entre tipos e preço).
  • Evite viver só de humor e só de engajamento: foque em gerar desejo de compra.
  • Não deixe o Facebook fora: seu público bom comprador pode estar lá, e turbinar só no Instagram corta esse alcance.

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Leandro Rosadas

Referência em gestão de supermercados, autor e criador de treinamentos renomados!