5 alavancas práticas para aumentar o ticket médio no supermercado (layout, categoria, cross, checkout e pontas)

5 alavancas práticas para aumentar o ticket médio no supermercado (layout, categoria, cross, checkout e pontas)

Aumentar ticket médio não é mágica: é organização de loja, aplicação de regras simples e execução diária no chão de loja. Quando o cliente percorre mais setores, encontra combinações óbvias e é estimulado por impulso na hora certa, ele coloca mais itens no carrinho.

A seguir estão cinco pontos práticos para aplicar agora, focados em venda por impulso, fluxo de loja e exposição inteligente.

1) Layout: faça o cliente rodar a loja

O layout precisa ser criado para o cliente entrar e passar por todos os setores. Quanto mais tempo ele anda e por mais lugares ele caminha, mais ele compra.

  • Objetivo: organizar setores para mexer no fluxo de como o cliente anda dentro da loja.
  • Ação prática: revise se o caminho natural de entrada leva o cliente a circular pelos setores (e não resolver a compra em poucos metros).

2) Dentro da categoria: trabalhe a árvore de decisão de compra

Não basta ter produto na gôndola. É preciso trabalhar a categoria olhando a árvore de decisão de compras para estimular o cliente a levar mais.

  • Objetivo: estimular aumento de itens por categoria.
  • Ação prática: organize a categoria considerando a lógica de escolha do cliente (o que ele compara, o que ele busca em seguida e como ele completa a compra).

3) Cross (produto correlato): mapeie, execute e aumente o ticket

Entre 40% e 50% das compras de supermercado acontecem por impulso: o cliente vai comprar uma coisa e leva outra. A regra prática aqui é ter pelo menos 100 cross mapeados na loja.

Cross é colocar perto do item principal aquilo que o cliente não veio comprar, mas leva porque está próximo do que ele veio buscar.

  • Queijo ralado no macarrão
  • Sucrilhos em cima do leite
  • Filtro de café em cima do café
  • Amendoim na cerveja
  • Alho picadinho no arroz
  • No arroz: também pode entrar sazão de arroz, pegador de arroz, panela de arroz

Meta prática: cross bem feito melhora ticket médio porque transforma compra planejada em compra “complementada”.

4) Checkout (checkstand): regra de ouro para vender mais na frente de loja

Os produtos de checkout precisam representar 1,5% da venda da loja. Para ajudar no ticket médio, o foco é ter itens com preço acima de R$ 4.

Itens recomendados para checkout:

  • Lâmina de barbear
  • Pilha
  • Chocolates
  • Bala Fine (quem come Fine é Fine; e vende para público C/D)

Regrinha de ouro: faça um levantamento dos 20 mais vendidos da frente de loja e garanta que esses 20 estejam em todos os checkouts. Se um caixa não tem, você está perdendo venda invisível.

5) Pontas matadoras: promo embaixo, cross em cima (e regra 50/50 nas pontas)

Ponta matadora é ponta de gôndola com uma lógica simples:

  • Prateleiras inferiores: produto promocional
  • Prateleira superior: produto não promocional que faça cross com o de baixo

Exemplos citados:

  • Detergente IP com Bombril
  • Leite UHT (Bonaalate) embaixo e sucrilhos em cima

Na negociação com fornecedor, uma regra prática evita travar a operação:

  • Pontas do fundo: ideal para negociar/vender para fornecedor
  • Pontas da frente: usar como pontas promocionais para a operação ajudar na venda

Regra 50/50 (no máximo 70/30): se vender ponta para fornecedor, não venda todas. O ideal é 50% vendidas e 50% usadas pela loja. Se precisar muito, 70% vendidas e 30% livres. Quando a loja vende todas as pontas, perde espaço de impulso e as vendas caem porque não dá para executar as ações.

Para executar agora

  • Checar se o layout está fazendo o cliente rodar a loja e passar por todos os setores.
  • Reorganizar pelo menos uma categoria olhando a árvore de decisão para estimular levar mais.
  • Mapear e aplicar cross na loja (meta: chegar a 100 pontos de cross mapeados).
  • Fazer o levantamento dos 20 mais vendidos da frente de loja e colocar em todos os checkouts.
  • Montar “ponta matadora”: promo embaixo e item correlato não promocional em cima.
  • Revisar pontas: manter pelo menos metade (ou 30% no pior cenário) livres para ações da loja.

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Leandro Rosadas

Referência em gestão de supermercados, autor e criador de treinamentos renomados!